quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Primeiras providencias

Acordamos tarde, afinal estavamos quebrados mesmo. Primeira providência foi comprar um anti-alérgico, que desde que desembracamos em Toronto meu nariz nao parava com aquela coriza chata. Achei q fosse um resfriado de imigrante, mas ao tentar a solução da Anna de tomar um anti-alergico, descobri que sou alérgico talvez ao frio...haahahha. Sei la, mas isso resolveu meu caso. Ah! Anti-alergico nao precisa de receita.... vai entender!
Pegamos nossa guia, a filha da Dafne, Maria, e fomos dar uma volta de compromissos no centro, em busca do NAS. O prédio fica logo atras da rodoviária, e com ela nao tivemos erro. Foi rápido chegarmos e o atendimento nao demorou. Saimos com o numero em mãos, prontos portanto para trabalhar.
Dali fomos ao shopping,comprar um casaco para a Anna, pois o sobretudo dela, apesar de ser muito bom, nao era pratico para o dia-a-dia. Lá fomos nós a Zellers, Sears, Dollarama, e tudo mais que aparecesse pela frente. Entre uma loja e outra, passamos numa loja da FIDO (operadora de celular) e fui comprar um chip local para meu celular desbloqueado. Após comprar, notei que o chip nao funcionava, mesmo o chip de 2006 que comprei em Montreal tb nao funcionava. Isso nos fez concluir q o celular nao estava mais desbloqueado. A unica explicacao q vejo para isso eh que o tempo q ele permaneceu desligado foi o suficente para desprogramar o que devem ter feito quando mandei desbloquea-lo. Ou seja, ou compro um celular novo, ou tento desbloquea-lo novamente por minhas maos. Isso me deixou meio deprimido a partir dali, por besteira, mas fiquei chateado.
Voltamos para a casa do Pedro e Dafne e recebi a noticia que o negocio que haviamos fechado com o ap da amiga do Pedro havia furado pois ela estava tendo dificuldades de encontrar uma casa para habitar agora e liberar o ap. Ai sim, meu dia acabou. Senti que meus problemas estavam enfim tomando forma, muito antes do que imaginei.
Durante o banho parei para pensar que, apensar de os planos nao estarem caminhando como o planejado, essa seria minha oportunidade de escolher ao vivo e a cores o apartamento onde morariamos. Fui dormir mais animado.

Dia sem fim para imigrar

Que extreeeesse! Enquanto passamos agora por essa imesidão de agua sob nós do atlantico, vou escrevendo como foi o dia. Nada melhor para passar o tempo.
Ansiedade. Essa palavra descreve como foi ficar enrolando das 7:00hs até as 15:00hs, hora que haviamos combinado com o taxista. Nesse temo fiquei entre a LAN House, e outras tarefas domesticas,como arrumar as malas pela ultima vez, separar a roupa que ficaria a mao ao chegarmos, os documentos, dinheiro, etc. Tomamos um banho e comi. A Anna nem comeu... ela dizia q nao estar com fome.... hahah... ela era pura ansiedade!
O taxi chegou na hora que iamos nos adiantar descendo as malas. Desce o mundo em forma de malas. E toma começar a suar. Transito tranquilo, mesmo depois da chuva q pegou Sampa.
Ja no aeroporto foi aquilo, descemos e fomos em busca da receita federal p/ declararmos o dinheiro q estavamos levando. Fomos inicialmente na unidade que fazem as declaracoes de saida de bens. Lá o rapaz ligou p/ algum outro lugar e perguntou se faria por lá. Dai ele nos indicou onde fariamos, ja que ele estava sozinho com alguma gente para atender, e sabia q a outra turma estava sem fazer nada. Nos mandou para a area de desembarque internacional. Sim, entrei pela porta de saida do desembarque internacional (coisa proíbida de ser feita normalmente). LA o expliquei pq estava fazendo isso, e o guarda me levou a uma sala. Dessa sala foi a uma area que acredito ser onde fazem as vistorias das bagagens do pessoal que tem o azar de ter a luz vermelha acessa na alfandega. La fui muito bem atendido, declarei os valores em Euros e em traveller cheques em dolar amercicano. Foi rapido e indolor. Depois atravessamos o aeroporto com todas as malas ate a policia federal. Aí confesso q foi um engano meu, pois achei q fosse lá q pudesse fazer a declaracao de saida definitiva do país. Nao era. Voltamos a atravessar o aeroporto de ponta a ponta, empurrando aquela montanha de malas, de volta a unidade da receita federal de declaracao de saida temporaria de bens. La fui informado q eu deveria fazer isso em qq receita federal, menos na do aeroporto. Bem, esse foi o preço de muita informação errada que nos passaram durante todo esse tempo, pois o pessoal da receita confirmou q isso nao cancela porcaria nenhuma de CPF. Isso significa q podemos sim fazer a maldita e manter nossas contas bancarias sem nenhum problema de suspensao de atividade.
E fomos nos para o inicio da fila da Air Canada, cansados de nossas tralhas... O check-in começou as 18:20mais ou menos. A fila nao estava colossal ainda, mas estava bem crescida já. Antes de abrirem o balcao de atendimento, um rapaz da air canada ja passou distribuindo as etiquetas p/ colarmos nas bagagens. Ele fez uma contagem na nossa pilha de coisas e começou a conversar conosco.
- Voces teem um volume (mala) a mais.
- Poxa, mas estamos com dois volumes bem leves! - respondemos
- Nao importa. Vcs pagarao excesso de bagagem mesmo assim, por excederem em um volume. MASSSSSS..... - começou a falar baixinho, se vcs me derem uma caixina tenho como embarcar p/ vcs e vcs pegam ela em Toronto, normalmente e seguem para a conexao sem problemas.
O problema é que nao tinhamos 1 real para contar historia! Acho q ele nem devia aceitar cartao de credito... entao a solucao foi abrir a mala e começar a dividir um pouco do peso entre outras malas. Aliviamos, mas deixei para chega r no check-in e ver se ia mesmo dar problema.
É... deu. Deixamos a fila e ficamos ali, abre mala, isso vai pra outra mala... isso fica, esse outro tb fica... isso vai na mao... isso vai naquela mala... Cabe isso ali, sera? Foi um estresse. Mas quem sentiu mais foi a Anna,pois era coisa só dela praticamente, e coisa totalemnte desnecessaria que ela ainda nao havia desapegado. Aquela foi a hora do adeus, na frente de todos...rs. Que mico!
Depois dessa cena toda, fizemos o check-in tranquilamente. todas as nossas malas, com excessao de uma estavam no limite. A Anna acabou embarcando um uma bolsa a mais q o cara liberou. Mas antes de seguirmos para a sala de embarque, fomos dispensar a mala que ficou de excesso. Mas antes disso, antes da despedida de nossos bens, ainda paramos e fizemos uma outra distribuicao de algumas coisas dessa mala entre as que embarcariam conosco nas maos. Agora sim estavamos prontos para dispensa-la. A Anna encontrou uma faxineira no aeroporto e perguntou se ela se interessaria pela mala. Ela claro q aceitou, mas para evitar probemas pediu q escrevessemos um bilhete informando q era uma doação e nao pensanssem que se tratava de um furto. E era uma mala Sansonite novinha.... rs,ms tinha de ir pois os 220 reais nao compensariam o que continha nela. Mulher de sorte!
Depois dessa, ficamos um pouco chateados, mas nao durou muito para esquecermos. Se fosse algo importante nao teriamos nos recuperado tao rapido. Esperamos algum tempo e embarcamos.
No avião todas as poltronas possuem um display widescreen, cheios de filmes, programas de tv da discovery por exemplo, seriados como CSI NY, CSI LA, Man in Trees... mas nada resolvia o tédio do vôo.
O voo foi indo ... até comoeçar a amanhecer, e como demorou para amanhecer de vez! Aterrissamos em Toronto para a imigração e a Anna não descansou enquanto eu não pedisse uma pochete de brinde que ela viu tres senhoras receberem enquanto todos tentavam dormir. Pedi e recebemos duas... com pantufas, escovas de dentes, pasta, desodorante para os pés (!!!...rs) e coisas assim. Pochetes bonitinhas...Ao sair os do avião ja senti um ar bem seco no aeroporto. Fomos conversando com uma brasileira, moradora de Toronto, até a imigração. A fila estava grande mesmo, e eram duas. Mas andava bem rapido mesmo. Após passarmso pelo primeiro guichet, fomos encaminhados para a segunda parte da imigração, onde conferem mais q nossos vistos e simples questoes de o q viemos fazer aqui. Nessa segunda parte apresentamos o CSQ, CRP e vistos. Ambos que nos atenderam na imigraçao foram muito simpaticos, especialmente o segundo. Ainda durante a apresentacao dos documentos (em ingles) ele fez uma rapida indicação para irmos para Alberta caso as coisas nao dessem certo no Quebec. Ok, propaganda feita, fomos liberados com um pouco de atraso pois ficamos batendo papo.
Descemos para pegar as malas, e so restavam as nossas na esteira, praticamente. Pegamos nossas magicas moedas de 2 dolares canadenses para pegarmos 2 carrinhos (4 dolares, portanto...) e seguimos para o outro embarque, na JAZZ airlines.
O aeroporto estava todo cheio de neve... mas nao me impressionou na quantidade, ou seria o meu saco cheio da viagem que me fez nao ficar impressionado com nada? Ou melhor.... nada para mim pareia ser novidade. Decepçao? Nao... acho q cansaço mesmo.
Pelo menos o voo da JAZZ de Toronto para a cidade de Quebec foi rápido. Enquanto voavamos , fui como sempre faço procurando me localizar onde estavamos. Depois de um tempo localizei Montreal. O Rio Sao Lourenço era uma pista de gelo, com alguns navios quebra-gelo passeando naquela pista branca... entre as margens brancas, no meio de um planeta branco. Tudo branco! A unica coisa q quebrava o branco eram as arvores desfolhadas que faziam manchas cinzas na paisagem.
Aterrissamos em Quebec por volta das 10:30am, hora local. Ja fui colocando o casaco que tenho, que aguentaria o frio numa boa. Ja sabia q estaria mais frio por lá, pois as montanhas de neve ao lado da pista eram enormes! A cidade vista do alto antes da aterrissagem era outra coisa. toronto era brincadeira de criança. Aquilo sim era neve! Sabendo que o aeroporto era pequena, ja imaginei q o contato com o frio seria mais direto que o que tivemos na cidade anterior. Ao sair do aviao, quando passamos por aquela sanfona da plataforma de embarque, senti um "ventinho" que pareceu um tapa no ouvido esquerdo que me fez levar um susto...rs. E olha q eu ja estava meio preparado...hehe. Isso me fez ficar mais atendo a manter o casaco fechado no proximo encontro com a brisa quebecoise.
Pegamos as malas, e logo a Dafne, Pedro, Maria, Bernardo e Valéria chegaram em dois carros, um Hyndai Accent e uma Chrysler Caravan para nos pegar.
Fomos para nossa primeira estadia em Quebec. As ruas cheias de neve, me fizeram lembrar uma cidade tomada pelas dunas de uma praia, cheias de casas entrincheiradas no meiuo delas. Mal conseguiamos ver as casas, pos sem brincadeira, os morros de neve na frente delas eram impressionantes.
Apesar de chegarmos cedo,mal saimos da casa deles no dia, pois estavamos quebrados. Passamos na farmacia e supermercado no outro lado da rua só pra dizer que passeamos um pouco e voltamos para curtir o s amigos que abriram suas portas para nós.
Na farmácia a primeira surpresa: aqui, tomar pilula só com prescrição médica. Ou seja, essa história de darem prioridade ao planejamento familiar achei meio balela. Senão dariam toda a liberdade de fazermos escolha de tomar pilula a hora que quisessemos. Pelo menos isso na minha opiniao. Ja no supermercado, após quase um ano vivendo em João Pessoa, com frutas e verduras a desejar na qualidade e aparencia, nos sentimos no paraíso. Frutas perfeitas, verduras perfeitas.. e BARATAS! Mas essas delicias ficariam para experimenta-las outro dia.
O dia estava a -6 durante a tarde, ou seja, estava quente. E para melhorar, sem vento e com sol. Dia perfeito para imigrantes de primeira viagem.
Para fechar o dia, arrumei o notebook da Valeria com o maior prazer. A ajuda que nos deram mesmo sem nos conhecer foi de grande valor mesmo!
Anoiteceu e fomos dormir... exaustos de tanta viagem e carregar peso de lá pra cá, esperando pelo proximo dia com pilhas mais carregadas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Nem tanto...

Mmm... até q o choque-térmico não será dos piores. Previsão de máxima -4, e mínima -9 para o domingo. Nada mal. Vamos pegar um dia quentinho...



Levantar o acampamento

É HOJE!

Demorou além da conta, mas chegou! Se formos contar desde o inicio do inicio que estou atras disso, seria quase sete anos! MAs comecei a correr atras pra valer faz 2 anos e meio. Começando pela busca atrasada de meu diploma em 2005 (me formei em 1995 e nunca o havia pego), passando pela prova do IELTS (desnecessaria, mas fiz antes de conhecer os detalhes do processo via Quebec...), os cursos de frances, até enviar a papelada, fazer minhas duas entrevistas, gastar muiiiiita grana no processo, com taxas, passagens, hoteis,.... ufa! Foi caro, mas agora é a hora que a brincadeira vai começar a tomar um sabor mais especial.

Estamos proximo do aeroporto de Cumbica, e a cada voo que levanta é impossível não pensar q nosso tempo de Brasil esta a poucas horas do final. É meio-dia agora e nao sei como matar o tempo p/ que chegue logo o taxi. O Leo sempre pergunta "e ansiedade, como esta??", pois agora ela esta presente mesmo! Antes eu via a distancia desse dia como se fosse daqui a um ano, mesmo na semana passada, mas hj é hoje!!!!

Agora só me resta gastar os últimos reais do créditro daqui da LAN House, pedir desculpas ao pessoal q esta escrevendo e ficando sem resposta, mas essa vida de "sem internet wireless" é muito chata... Ainda achei q fosse poder usar a rede wi-fi do aeroporto e poder escrever alguns mails, atualizar o blog, mas pesquisei q ela é paga em Guarulhos tb... Fazer o q. Entao, desculpem-me, mas só terei como colocar em dia meus mails acho q só em março.

O próximo post já será em solo Canadense :D

Sampa Shopping City debaixo d'água.

Enfim, quinta chegamos na casa do David, onde passamos nossos últimos dias de Brasil. Aqui em Sampa nossos compromissos foram comprar para cada um uma segunda-pele (casa de pedra - 115 reais, vendedora Erika) para nossas pernas, e meias de lã, apenas para não chegarmos tão despreparados nessa parte do corpo, pois casacos estamos muito bem servidos, sem contar nas luvas que ganhei do Leo que são para snowboard. Show ... muito show! Presente chegou em ótima hora amigo! Cachecois e gorro que a sogra fez... ou seja, apenas os membros inferiores estavam meio a desejar no quesito preteção, mas agora ja quebra um galho para os primeiros dias.

No primeiro dia de Sampa, já começamos mal. Depois de um almoço com David e Bia, fomos nos aventurar indo ao shopping Morumbi.
Nos passaram o nome de um onibus errado e fomos p/ outra direçao, e p/ piorar demoramos p/ perceber pois o debiloide do cobrador confundiu o Iguatemy com Morumbi. Pode? Erro corrigido, chegamos onde queriamos.
Assim que voltavamos das compras, a pé, do shopping Morumbi até a avenida Senador José Diniz, onde pegariamos um busão até proximo do Shopping Ibirapuera, vimos que o mundo ia desabar, com direito aos meus saudosos raios e algumas trovoadas. Sabiamos que seria uma chuva boa, pois dava para ver o paredão d'água que vinha em nossa direção. Ao chegarmos no ponto de ônibus, depois de uns 20 minutos de caminhada, pegamos o primeiro onibus q ja vinha parando, e voilá... começa a chuva. Começou com aqueles pingos grossos e espaçados... foi aumentando... aumentando... até virar um pé d'água dos bons. Mas nosso ponto chegou, e a chuva só estava começando. Descemos e ficamos alí, a dois quarteirões do ap, e a chuva que só aumentava.

Foram 5 minutos, 10, 15, 20, sei la quanto tempo que a chuva só desabava, e em vez de diminuir,não... aumentava e ventava cada vez mais.
Aquela situação só nos deixava as opções chorar, reclamar, ou relaxar e gozar... afinal estamos na terra da Martha Suplicy. Como prefiro a ultima opção, ficamos alí, dando risada da situação junto com o pessoal q nos cercava.
Passa o tempo, e nada de chuva parar... até que.... de repente, ao sair um ônibus de nossa frente, o ponto todo se surpreendeu com o que viu. Um sonoro "ohhhhh!!!!!" me fez olhar na direção que todos olhavam, exatamente para frente, no meio da rua. Um verdadeiro rio surgiu diante de nós, numa questão de poucos, mas poucos segundos mesmo! O que era uma rua molhada virou muito mais que isso.







Depois de algum tempo, passou um funcionário da CET (compania estadual transito, acho...) avisando: "se subir mais o nível da água, abandonem seus carros!". Por sorte nao subiu consideravelmente.

O transito logo parou pois a avenida foi interditada (notamos isso mais tarde, quando procuravamos como sair dalí), algumas poucas pessoas fugiam do ponto de onibus e se arriscavam atravessando a correnteza. Por sorte, duas sonhoras nao foram arrastadas. Com certeza ja apareceu na TV cenas muito piores que essas, mas nunca imaginei ver isso nessa avenida. Parece que sob nossos pés corre um rio que foi coberto pela construção da avenida. Faz sentido, ainda mais levando em consideração a rapidez que tudo aconteceu.

No momento desse video, a chuva estava quase parando, tanto que algumas pessoas começavam a circular pelas ruas. Poucos minutos depois, quando a chuva terminou por completo, nos despedimos dos que ainda estavam lá sob a cobertura do ponto de ônibus e seguimos procurando uma forma de atravessar aquele riacho. Ao chegar na primeira esquina, notamos que toda aquela água q corria virava a esquerda... indo direto para a transversal da av. Ibirapuera, bem na direção de nosso destino. Entao vimos carros boiando, largados em zigue-zague no meio da rua.





Na foto não dá para ver direito, mas a rua estava tomada por carros nessa situaçao, com agua até o vidro. Fomos contornando os quarteiroes até encontrar ruas mais altas e poder contornar a inundação. Num ponto mais escuro, duas ruas acima da Ibirapuera encontramos o caminho seguro. Mas no meio da rua existia uma multidão, tirando fotos e fazendo circulo sobre alguns carros amontoados, uns sobre os outros. Nesse momento a chuva começou a retornar, e saimos correndo sem conseguir um angulo bom para registrar a tragédia dos outros.

Com certeza será um dia para nos lembrarmos, pela alegria de não termos sido prejudicado de nenhuma forma, num ponto da cidade onde jamais eu imaginaria que pudesse acontecer esse tipo de coisa, num ponto da cidade onde eu constantemente passava na época q morava aqui. Agora a emoção será atravessar nevascas... hauhauhauh....rs

Migração p/ Sampa

Terminou quarta passada mais uma etapa da fase que estou chamando de migração de casas. Sim! Migração, e não emigração ou imigração, pois estamos num vai e vem de casas a quase dois meses. Ja passamos pela casa de minhas tias, das tias da Anna, de meus pais, a Anna nessa epoca passou tb pelas casas do gemeo dela que mora no Rio, na casa de nossa madrinha de casamento, entao voltamos a nos encontrar quando fomos para a casa de meu padrinho de casamento, e agora estamos na casa do outro gemeo dela que mora em Sampa City.

Mas por falar em malas, terça lá fomos nós carregar nossa pequena tonelada. Dos nove volumes que estamos levando, apenas tres possuem rodinhas... triste,não ?! Mais triste ainda se tratando de carregar tudo no calor abafado do Rio. Nao adiantava tomar banho p/ refrescar, pois descer as malas, arruma-las no porta-malas do carro, desce-las novamente até a plataforma de embarque da rodoviária do Rio, e despacha-las... deu trabalho e muito suor. Pegamos um ônibus leito, onde dos dois porta-malas dele, um ficou tomado apenas com nossas coisas. Pareciamos um bando de retirantes. E éramos.
Horas de viagem, todos dormem, menos eu... Tudo bem, tudo bem... ja estou acostumado a ficar sem dormir mesmo.
Manhã seguinte, ja na rodoviária do Tietê, carrega as malas até o ponto de taxi... e... kd um taxi q tenha espaço para tudo aquilo? "Ah!...esse tem gás... nao cabe", "mmm... acho q nao vai dar nesse aí não.", "...meu caro, veja só o volume... NÃO CABE!"... e foi assim por uma meia hora até encontrar uma zafira bacana onde para nossa surpresa coube, com meio banco deitado.

E o pior é q ainda teremos de fazer isso mais umas quatro vezes... Ai meu saquinho!

Estamos cansando dessa migraçao q não acaba mais... Pelo menos dia primeiro agora acaba... ufa! Esperamos ser nossa última mudança no ano. Cansei de levar tantas malas pra cima e pra baixo!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Livre pra ir !

ACABOU !!!! Meses de espera somente para a bendita/maldita audiência de hoje acontecer e enfim ficar livre para continuar minha vida.

Infelizmente não houve acordo. Resultado: o processo vai tomar o rumo mais demorado. Pelo menos ja fui ouvido, assim não precisare comparecer as audiências seguintes.

Nunca havia participado de uma audiência... achei bem formal, porem bem menos "pomposo"que acontece na TV e nos filmes... ótimo! Sem frecuras. Mas fiquei quietinho na minha, só esperando q voltassem a palavra a mim.
O fato mais engraçado do ano foi quando após uma resposta minha, enquanto o juíz (que nao entendia bulhufas de informática...rs) relatava os fatos a escrevente, o representante da SUN (sr. Arino) começou a balançar a cabeça, como negativando o que o Juíz relatava. O juíz se voltou a ele e só perguntou em tom alto, direto e grave: "O que foi senhor??? Esta com dor no pescoço??? O fato que aconteceu foi esse!" E voltou a relatar o q havia interrompido. Mas deu até pena do Arino...rs, um homem que costuma fazer o papel de mau para aterrorizar os funcionários em determinadas situações, ter de engolir aquilo a seco, sem poder falar NADAAAA.
Após sair de lá, conversando com minha testemunha, fui entender q ele poderia nem estar discordando do que o juíz relatava, e sim discordando de algo que ele conversava via SMS com o Estigarríbia, lá do lado de fora do tribunal.... Em certas ocasiões é melhor se desvincular de certos vícios modernos e deixar de lado a curiosidade dos outros.

A audiencia corria solta, o réu (SUN) tentando desmoralizar o reclamante (eu!), até que no final o juíz vira-se para mim e pergunta: "Como conseguiu esse visto de imigração para o Canadá? Por competência técnica??" Off corse, my horse!!!... Preciso dizer mais algo???? Fechei com chave de ouro a audiência...rs. Se alguem alí tentava me desmoralizar, o visto de imigração com certeza vai contar muito na decisão. E olha q apresentei sem nenhuma intenção de mostrar qq qualidade, e sim apenas p/ ser ouvido e nao precisar comparecer nas próximas etapas do processo.

Agora é sentar e esperar uns anos até ver o q vai dar.

Próxima etapa: viajar p/ Sampa, dormir duas noites lá e bye bye calor!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Seguro saude - Itaú Personnalité

Acabei de informar ao Personnalité q a Anna tb viajará ao Canadá, neste sábado. Eu havia cancelado o cartao de credito dela a algum tempo atrás, e quando fiquei sabendo do seguro integrado ao cartão, solicitei sua segunda via do cartão.
Ontem, pegamos na agencia o dito-cujo, e agora liguei informando que ela tb vai (precisava do numero do cartao p/ isso).

Mas, a alguns dias atrás postei algo falando sobre isso, e acabei recebendo algumas recomendações p/ verificar se cobririam a assistencia no nosso caso. Então resolvi confirmar isto.

Segundo a atendente, nao há problemas em relacao ao tipo de visto e a utilização do seguro por lá, visto que não nos é questionado que tipo de visto possuimos. O que acontece é que o prazo máximo que eles consideram como viagem é de 180 dias. A partir disto eles nos considerão como residentes, mesmo tendo visto de estudante, visitante ou seja lá o q for.

Espero nao precisar voltar aqui p/ dizer se funciona mesmo ou não. :)